domingo, 7 de novembro de 2010

Gordo não entra


Já observou a dificuldade do obeso em atravessar uma catraca? E o desconforto vivido ao dividir a poltrona do avião, banco de trem ou de ônibus? A situação é incômoda para ambos, naturalmente. O obeso se espreme ao máximo para não incomodar o vizinho. Este, por sua vez, nada pode fazer senão suportar até o fim da viagem. De qualquer forma, é triste ver o sufoco dos outros. O sentimento de pesar toca todos os que assistem.


Imagino a entrada pela estreita porta do céu. Sua medida exata não permite a passagem de mais de uma pessoa. Nem com filho nos braços dá. A porta é muito apertada mesmo. Isso impede obesos espirituais de entrarem. Apesar de não haver catracas, gordos de orgulho ficarão de fora.


Não poderão reclamar nem lamentar por ficarem de fora. Afinal de contas tiveram tempo para exercitar a fé e se despojarem do peso do orgulho e da hipocrisia. Não quiseram. Preferiram manter a pose exterior. No fundo sabiam dos riscos de morte eterna se não fossem humildes como crianças.


Dos males à saúde espiritual o orgulho é o mais letal. Acreditar ser superior ou mais espiritual que os demais é demonstração clara da falência da fé.


“E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como criança, de modo algum entrareis no reino dos céus.” (Mateus 18.2,3)

Grande problema, simples solução




Um paciente vai a um consultório psicológico e diz ao médico: “Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí, eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Para baixo, para cima, para baixo, para cima, para cima... estou ficando maluco.”
“Deixe-me tratar de você durante 2 anos”, diz o psicólogo. Venha três vezes por semana e eu curo este problema.”
“E quanto o senhor cobra?”, pergunta o paciente.
“Cento e vinte reais por sessão”, responde o psicólogo.
“Bom, vou pensar”, conclui o sujeito.
Passado 6 meses, eles se encontram na rua.
“Por que você não me procurou mais?”, pergunta o psicólogo.
“A R$120 a consulta, três vezes por semana, durante 2 anos, ficaria caro demais. Aí um sujeito num bar me curou por R$ 10”, disse.
“Ah é? Como?”, perguntou o psicólogo.
O sujeito respondeu: “Por R$ 10 ele cortou os pés da cama.”
Muitas vezes, o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples.
Há grande diferença entre foco no problema e foco na solução. Foque uma solução ao invés de ficar pensando no problema.

A carroça



Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me a dar um passeio pelo bosque. Ele se deteve numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
“Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?”
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
“Estou ouvindo um barulho de carroça.”
“Isso mesmo”, disse meu pai, “é uma carroça vazia.”
Então perguntei-lhe:
“Como pode saber que a carroça está vazia se ainda não a vimos?”
“Ora”, retrucou, “é fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quando mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!”
Tornei-me adulto e, até hoje, quando vejo uma pessoa que fala demais, que interrompe a conversa dos outros querendo demonstrar que a dona da razão, que acha-se melhor do que as outras e se porta de forma marrenta e orgulhosa, tratando o próximo com grossura e prepotência, tenho a impressão de ouvir de ouvir o meu pai dizendo:
“Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz!”

Coração de madeira


Cansada de tanto chorar, sofrendo com as tristezas que seu filho a fazia passar, uma senhora decidiu materializar sua dor. Ela pegou um coração de madeira, cravou muitos pregos nele e o pendurou na porta de entrada da casa.


Ao ver a estranha escultura, o filho perguntou: “Por que esse coração feio e cheio de pregos na parede?” ela respondeu: “O coração é o meu. Os pregos são as amarguras e tristezas que você me tem causado.”


Sem palavras e profundamente entristecido, o filho saiu decidido a mudar seu comportamento. Passadas algumas semanas, ele notou que os pregos do coração haviam sido retirados e, novamente, perguntou: “Por que os pregos foram removidos?” ao que a mãe respondeu: “Conforme suas atitudes foram mudando, as amarguras e tristezas foram cessando e, por isso, retirei os pregos que as representavam.”


O rapaz ficou aliviado ao perceber que já não era mais causador de dores emocionais da mãe, mas, ao olhar novamente para o coração de madeira, também notou que, apesar dos pregos não estarem mais lá, as marcas deixadas por eles ficaram para sempre.
PENSE BEM, ANTES DE MACHUCAR ALGUÉM QUE DIZ QUE TE AMA, QUE TE ADMIRA E QUE TUDO É CAPAZ POR TI. CUIDADO! SE VOCÊ CRAVAR OS PREGOS, OS ESPINHOS NESTE CORAÇÃO, A DOR VAI MAIS CEDO OU MAIS TARDE DOER EM VOCÊ MESMO. VOCÊ ESTÁ DENTRO DESTE CORAÇÃO. E ISSO NÃO É MERA FILOSOFIA OUA ROMANTISMO ULTRAPASSADO. É UMA VERDADE.

Como matar a sogra


Lin é uma linda jovem chinesa que se casou. Por ainda não ter sua casa própria, foi viver com o marido na casa da sogra, mas, depois de algum tempo, começou a perceber que não se adaptava a ela. Os temperamentos eram muito diferentes e Lins cada vez mais se irritava com os hábitos e costumes da sogra, a quem criticava com insistência. Passados alguns meses, as coisas foram piorando a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo. Lins, porém, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a mãe de seu esposo, tornou a decisão de consultar um velho amigo de seu pai.


Depois de ouvir a jovem, o mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para que você se livre da sua sogra não deve usar estas ervas de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitar. Você deve misturá-las com a comida. Com o passar do tempo, ela vai sendo envenenada lentamente. Para ter a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de nada, você deve ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discuta e ajude-a a resolver os seus problemas”. Então, Lin respondeu: “Obrigado, mestre Hung, farei tudo o que o senhor me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.



Durante várias semanas ela serviu dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de mestre Hung para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe. Passados 6 meses, toda a família estava mudada.



Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante estes meses não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e fácil de lidar com ela. As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o mestre Hung para pedir-lhe ajuda e disse: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou”.



Mestre Hung sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não se preocupe. A sua sogra não mudou. Quem mudou foi você. As ervas que lhe dei são vitaminas para melhora a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que você começou a dedicar”. Agora, amigas queridas, preparem as ervinhas e comecem o tratamento com suas sogras!

A parábola do porco-espinho


Durante a era glacial muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos percebendo a situação, resolveram juntar-se em grupos. Assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.


Por isso, decidiram afastar-se uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados. Então, precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam, assim, a conviver com as pequenas feridas que a relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E, desta forma, sobreviveram.



Moral da História



O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele no qual cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.

O lenhador


Nos arredores da Mata Atlântica, no começo do século passado, vivia um pobre lenhador, seu bebê e sua esposa. A ingrata esposa o havia abandonado por não suportar aquela vida difícil. Ficara fascinada pelas mirabolantes histórias de um mascate, e resolvera segui-lo mundo afora. O pobre lenhador precisava trabalhar e não restava outra alternativa a não ser deixar seu filhinho aos cuidados da raposa.


E para o lenhador, todas as noites, ao voltar para casa, a cena se repetia: a raposa lhe aguardava sorridente, e o bebê dormia tranquilamente no berçinho. Os vizinhos, miseráveis também, alertavam aquele lenhador sobre o perigo que era deixar o seu bebê aos cuidados de uma raposa: “A raposa é um bicho e quando sentir fome e não encontrar comida, com certeza vai comer o seu filho. É um instinto animal”.


O lenhador garantia-lhes que aquela raposa era fiel e que o bebê não corria qualquer tipo de risco. Ele já a havia encontrado abandonada na floresta há muitos anos e a criara como parte da família.


Os vizinhos falavam, mas nunca se oferecem para cuidar do bebê. Continuavam, porém, alertando o lenhador sobre o perigo que a criança corria. Falavam tanto que acabaram preocupando o pobre homem. Por mais que afirmasse confiar no animal, aquele pai saía para trabalhar com o coração na mão e voltava apreensivo, temendo que alguma coisa realmente pudesse ocorrer com o seu filho.


Certa noite, ao retornar à pobre casa, o lenhador encontrou sua sorridente raposa com a boca toda ensangüentada. Tamanho foi o seu desespero que aquele homem não pensou duas vezes: deu um golpe mortal na raposa com o seu machado e correu para o berço. Qual não foi a sua surpresa ao encontrar seu filhinho dormindo tranquilamente. E, aos pés do berço, os restos mortais de uma cobra venenosa.


Assim é a vida. Quando temos uma fé firme, temos segurança. Mas, quando deixamos as dúvidas, lançadas pelos amigos, rondarem a nossa fé, somos vítimas de ações precipitadas, que poderão ser motivo de eterno remorso.


É preciso não fraquejar na fé para não deixar que aconteça, na sua vida, o que aconteceu com aquele pobre lenhador.